quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Pintor e o Quadro (8) - Paula Rego


O Pintor

"Não gosto de pintar ao vivo. Gosto de canalizar imagens naturalistas, abstractas, ornamentais, feiticistas, infantis."

Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 e tem feito uma carreira brilhante no mundo das artes conquistando o território internacional. Iniciou os seus estudos superiores em Londres na Slade School (1952-1956). Desde os anos 60 que as suas obras são reconhecidas conseguindo a sua primeira exposição individual em Londres na Air Gall em 1981.
Em 1990 torna-se a primeira artista associada da National Gallery.

Paula Rego é, a par de Vieira da Silva, uma das pintoras portuguesas mais aclamada mundialmente.

Exposições:

1965 - Primeira exposição individual, em Lisboa (SNBA), com imediato sucesso crítico;
1967 - Integra a representação de Portugal na Bienal de S. Paulo (e novamente em 1976);
1978 - Expõe pela primeira vez na Galeria 111;
1985 - Participa na representação da Grã-Bretanha na Bienal de São Paulo;
1989 - A sua Primeira exposição na Marlborough Gal., Londres.

Recordes em Leilões:

Madrasta vendido por 220.000 euros em Portugal (2007);
The Lesson foi adjudicado em leilão por 596.881 euros na Christie’s de Londres (Julho de 2007);
Baying (1994) arrematou 740.599 euros (558.000 libras) na Sotheby’s de Londres (Fevereiro 2008);
The egyptian cats (1982) foi vendida por 280.000 euros na leiloeira Sala Branca em Lisboa (Fevereiro 2008).

Prémios:

1971 Prémio dos Críticos, Sóquil;
1984 Premiada, TWSA Touring Exhibition, Newlyn Arts Centre, Penzance;
1987 Prémio Benetton/Amadeo de Souza-Cardoso, Casa de Serralves, Porto;
1989 Prémio Turner 89, Londres;
1998 Prémio Bordalo da Casa da Imprensa 1997, Lisboa;
1998 Prémio AICA’97, Lisboa;
2001 Prémio Celpa/Vieira da Silva.

O Quadro



À janela (Looking Out)
- Paula Rego

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Luminosidades (4)




Xel-Há - Riviera Maya - México

Portugal em recessão económica - O paradoxo


Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, anunciou por fim que Portugal entrou em recessão económica.

Do que foi dito pelo Governador do Banco de Portugal tiro várias ilações, a primeira das quais é a de que o Primeiro Ministro José Sócrates, mentiu mais uma vez aos portugueses quando, na sua recente entrevista à SIC, ignorou deliberadamente a situação real e disse que "a recessão era possível".

Ele, Primeiro Ministro, já deveria obrigatoriamente saber, nessa altura, que, como disse Vítor Constâncio, "na segunda metade de 2008, Portugal já entrou em recessão técnica (definida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo)".

A segunda ilação é de que, com a queda a pique das exportações, as dificuldades que as empresas atravessam, os bancos a conceder menos empréstimos, o desemprego vai crescer a níveis nunca vistos, com as consequentes dificuldades económicas para grande parte dos portugueses.

Paradoxal é o que se diz do aumento de rendimento das famílias. Afinal parece que com isto os pobres ficarão mais pobres, os ricos mais ricos e a classe média não vai dar pela crise. Já não entendo nada. Como dizia o outro: "Desculpem a ignorância do macaco".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009