segunda-feira, 30 de junho de 2008

Saudades de Coimbra


Não há nenhum antigo estudante de Coimbra que não sinta saudades da sua passagem por aquela cidade.
Ali crescemos como homens e mulheres, ali amámos, ali fizemos as nossas tropelias de juventude. Mas também ali sofremos, ali passámos noites em claro agarrados aos livros, ali enfrentámos grandes desafios.
Quase todos dizem que valeu a pena.
Eu não sou excepção.


As imagens foram retiradas de sites de partilha de fotos, a música é um dos fados mais lindos que ouvi cantar, a voz é inconfundível: José Afonso, nos seus tempos de estudante, com guitarras e violas do Quinteto Académico.
Espero que gostem.


sexta-feira, 27 de junho de 2008

Meme - Oito coisas


A Monika Baumann, do Toques de Prazer pregou-me uma partida.
Lançou-me o desafio. Passou-me o MEME - Oito Coisas.
Dizer 8 coisas que quero fazer antes de morrer.
Tarefa difícil, quiçá um pouco macabra até, mas eu nunca fui homem de voltar as costas a uma boa briga.
Já fiz tantas coisas na vida. Umas boas, outras nem tanto.
Mas acho que sempre fui gozando os meus pequenos prazeres.
Não me resta muito mais para fazer.

Pensando bem... aqui vão as minhas respostas:

1 - Fazer o possível por ter alguém a meu lado, antes de eu morrer.
2 - Poder continuar a velar por minha mãe, até ela fazer, pelo menos, 100 anos (ainda só tem 94 ...).
3 - Procurar que os meus filhos cumpram os meus últimos desejos.
4 - Procurar ter a sorte de morrer sem sofrimento.
5 - Poder ver a pobreza erradicada no meu país (utopia ...).
6 - Apertar a mão a um político honesto. (e já apertei a mão a tantos políticos ...)
7 - Melhorar o meu desempenho no golfe.
8 - ............ (censurado, porque o meu blog não é de conteúdo adulto). Raios, será como diz o outro, que "nesta vida tudo o que é bom ou faz mal ou é pecado" ?

E agora vem a minha maldade. Tem mesmo que ser. Blogues escolhidos para "passar a bola":


Dois médicos, uma jornalista, uma professora, um economista e... claro, um português.
Acho que a bola fica bem entregue.

Processos disciplinares a agentes da polícia


Segundo a Imprensa, o Ministro da Administração Interna mandou instaurar processos disciplinares a três agentes da polícia que visitaram escolas na véspera da grande Manifestação dos Professores, em Lisboa, que juntou mais de 100.000 profissionais de educação.
Os agentes procuravam recolher informações sobre os preparativos da manifestação, nomeadamente sobre os participantes.
Mais uma vez o Governo tenta deitar poeira nos olhos dos portugueses.
Francamente não creio que os agentes, agora alvo de processos disciplinares, tenham cometido algum ilícito de moto próprio.
Não há ninguém que não acredite que eles o fizeram cumprindo ordens superiores.
Mas, como sempre acontece, o fraco paga a factura e o rico fica-se a rir.
Esperemos para ver se também há processos disciplinares visando os que deram a ordem.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Machado de Assis (1839-1908)


Escrever num blog é, na maioria das vezes, produzir pequenas crónicas. A propósito de um tema ou de uma ideia escrevemos o que pensamos; a propósito de uma história contada ou de uma notícia lida, divulgamos, expressando o nosso ponto de vista.
A grande vantagem do blog é que não temos censores que nos espartilhem, para além da nossa própria consciência.
Por enquanto, felizmente...

Vem este intróito a propósito do centenário da morte de Machado de Assis, um dos maiores vultos da lusofonia escrita.
Quem sou eu para escrever sobre um dos maiores escritores brasileiros ? Não o vou fazer, obviamente. Outros, mais próximos dele, que o façam, pois terão certamente mais conhecimentos do que eu.
Mas não quero deixar de lhe prestar homenagem e deixar aqui um dos parágrafos, na minha humilde opinião, mais bem concebidos, que lhe conheço:

"Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coetânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia. Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Uma dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica."

terça-feira, 24 de junho de 2008

O TRS-80. O meu primeiro computador


Nos meus tempos da faculdade fui picado pelo bichinho venenoso das comunicações e tornei-me radio-amador, com um equipamento de 60 watts, que meu Pai me ofereceu. Com ele e um fio de cobre estendido nas traseiras da casa onde morava, falei com todo o mundo, desde a Europa até ao Pacífico, passando pelos EUA e, obviamente, pelo Brasil, onde tinha amigos em todos os Estados.
As comunicações rádio eram feitas em "fonia" em Amplitude Modulada (AM) e também em "grafia", isto é, usando o Código Morse.
Em 1976 fui colocado, como médico militar, em Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel, Açores. Obviamente que o equipamento de radio-amador me acompanhou.
Corria o ano de 1978 (ou 1979, já não me recordo bem) e um dia um amigo, também radio-amador, chamou-me a casa dele para me mostrar a sua última aquisição, que tinha trazido da América, onde fora de férias visitar parentes lá emigrados.
Era aquilo a que ele chamou um mini-computador.
Uma caixa cinza prateado metalizado, com um ecrã de televisão de 12 polegadas, um teclado noutra caixa e um gravador portátil de cassetes.
Quando ele ligou aquilo tudo, apareceram umas letras brancas no ecrã escuro, com algumas mensagens e um prompt (>_ ) para início de escrita. Exactamente como ainda hoje aparece quando trabalhamos em modo Terminal (eu uso Mac, desculpem. É modo Command para quem usa ruWindows (rs)...).
Depois foi fazer o "load" de um programa (muito ruído da cassete) e... mostrar-me as "maravilhas da técnica": jogos, processador de texto, gráficos de barras, e pouco mais.
O melhor veio quando ele ligou o conjunto ao equipamento de rádio-amador e sintonizou um colega que estava a transmitir em morse. Não é que começaram a aparecer as letras que o outro estava a transmitir ? Não é que o meu amigo respondeu "teclando" e sem usar aquelas chaves antigas que todos nós usávamos, com que batíamos os pontos e os traços ?  Acho que foi o primeiro chat que eu vi !!!

Passados dois meses eu tinha o meu Radio Shack TRS-80, modelo I, trazido dos EUA, da Tandy Corp. O "miolo" era: um processador Z-80 com 4K de memória RAM, e uma ROM de inicialização com o software e BASIC. Programas e os dados eram carregados através da cassete. Exibição do vídeo possuía 64 caracteres e 16 linhas, com alguns caracteres gráficos simples, bem como letras maiúsculas.
É isso mesmo !!! Os meus leitores leram bem !!! 4K de RAM... não megas, não gigas... nada disso. Mais tarde comprei uma RAM de 16K porque os 4K, embora satisfizessem para o morse, tornavam-se lentos quando usava o programa de RTTY e para alguns joguinhos mais elaborados. A linguagem BASIC de programação era o Microsoft Basic.
Meu filho ainda hoje o conserva, com algumas cassetes de jogos e outro software simples.
Uma peça de museu !!
Depois vieram  o Amstrad, o Sinclair zx-81 (o tão popular Spectrum), um IBM, muitos outros PCs e agora o MacBook Pro.
Que rapidez de evolução !!!... Estou a começar a sentir-me velho !!!