quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Paralímpicos em Pequim 2008

Os atletas representantes de Portugal nos Jogos Paralímpicos de Pequim partem hoje para a China.
Depois das 2 medalhas de ouro, 5 de prata e 5 de bronze de Atenas 2004, esperamos dos nossos representantes o melhor nas suas respectivas especialidades.
Estamos com eles e vamos seguir os seus feitos.
Desejamos-lhes as melhores felicidades.

Hematoma subungueal - Tratamento imediato


Ui ! Entalei-me !!! Na porta, na janela. Dei uma martelada no dedo !!! Que suplício!!! Que dores !!!
E agora ? A unha vai cair ? Vou estar semanas com a unha negra ? Que horror !
Pois é, isto é tão frequente acontecer.
Tomemos medidas simples e de imediato.

Um simples clip resolve o assunto. Nem sempre a parte estética, mas seguramente as dores e evita que a unha venha a cair mais tarde.

1 - Agarre num clip e desdobre-o como mostra a figura.
2 - Aqueça a ponta desdobrada numa chama (lamparina ou mesmo um isqueiro) até que fique bem em brasa.
3 - Toque com ela na unha, na zona central do hematoma que está por baixo.
4 - A unha derrete, fica um pequeno orifício por onde o sangue se liberta, dando um alívio imediato e duradouro.

Se é o acidentado, não fique com medo durante a preparação do tratamento. Não vai doer ( e isto não é daquelas mentiras descabidas ). Quando se cortam as unhas doi ? Claro que não.

O clip com a ponta em brasa vai penetrar de imediato na unha, mas não deve ultrapassar a sua espessura. O sangue que está por debaixo afastou os tecidos moles e por isso não há queimadura da carne, nem dor.

No final, deve-se desinfectar a zona e cobrir com um penso rápido, pois irá sair sangue durante mais um tempo.

Mais tarde verá a progressão do pequenino orifício para a ponta do dedo, à medida que a unha vai crescendo. Sem mais problemas.

Este método é efectivo para os traumatismos recentes, enquanto o sangue ainda está líquido mas não deve ser feito em hematomas antigos. Aí já não resulta mesmo.

Wonderful World - 1

Mais um dos meus vídeos com fotografias recebidas em pps. Estas são maravilhosas e, tanto quanto sei, da National Geografic, edição turca.
Um bom dia para todos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedônia e naturalizada indiana beatificada pela Igreja Católica.
Considerada a missionária do século XX, concretizou o projeto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia. Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.

Partiu para a Índia em 1931, para a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no colégio das Irmãs de Loreto
No dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no fato de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.
De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se refletiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de maio de 1937.
Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.
Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sári, nas cores — justificou ela — "branco, por significar pureza e azul, por ser a cor da Virgem Maria". Como princípios, adotou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.
Começou a sua atividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.
No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.
Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.

* Um serviço ao mundo

Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.
Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação Missionárias da Caridade e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos da América, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de outubro de 1979.
Morreu em 1997, aos 87 anos, mas o seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de março de 1997 como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram em directo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de outubro de 2003, o Papa João Paulo II beatificou Madre Teresa.
Hoje a sua Congregação reúne 3.000 freiras e 400 irmãos, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades.
Um de seus pensamentos era este: “Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A paz começa com um sorriso”.

* A "noite escura" de Madre Teresa

Uma coleção de cartas dirigidas a uns poucos conselheiros espirituais e recolhidas no livro Mother Teresa: Come Be My Light publicado em 4 de setembro de 2007, organizado pelo Padre Brian Kolodiejchuk, postulador da causa da sua canonização revelaram, segundo alguns, dúvidas profundas de madre Teresa sobre sua fé em Deus, provocando discussões sobre uma possível posição agnóstica.
Madre Teresa, em suas cartas, descreveu como sentia falta de respostas de Deus. Em 1956 escreveu: "Tão profunda ânsia por Deus - e ... repulsa - vazio - sem fé - sem amor - sem fervor. Almas não atrai - O céu não significa nada - reze por mim para que eu continue sorrindo para Ele apesar de tudo." Em 1959: "Se não houver Deus - não pode haver alma - se não houver alma então, Jesus - Você também não é real."
No entanto, o texto de suas cartas não deve afetar a campanha por sua santificação, já que a Igreja defende que outros santos também demonstraram dúvidas em relação a sua fé, como por exemplo São Tomé.

* A crise espiritual.

Segundo o postulador da causa da canonização de Madre Teresa e autor do livro, a sua crise espiritual começou nos anos 50, logo após a fundação da ordem das Missionárias da Caridade; a partir daí "viveu uma grande fase de escuridão interior que se prolongou até a sua morte". "Sabia que estava unida a Deus, mas não conseguia sentir nada .Este fenômeno é conhecido na tradição e na teologia mística cristã, e foi São João da Cruz quem o chamou de noite escura do espírito, o que considera uma etapa no caminho de alguns santos no caminho de identificação com Deus.

* Silêncio divino.

Bento XVI comentando as cartas disse que este silêncio serve para que os crentes percebam a situação daqueles que não acreditam em Deus. Falando sobre as experiências místicas da beata disse que "tudo aquilo que já sabíamos se mostra agora ainda mais abertamente: com toda a sua caridade, a sua força de fé, Madre Teresa sofria com o silêncio de Deus".

* Antídoto contra o sentimentalismo.

Kolodiejchuk enxerga na atitude da beata um antídoto contra o sentimentalismo: "A tendência em nossa vida espiritual, e também na atitude mais geral relativamente ao anor, é que o que conta são os nossos sentimentos. Assim a totalidade do amor é o que sentimos. Mas o amor autêntico a alguém requer o compromisso, fidelidade e vulnerabilidade. Madre Teresa não "sentia" o amor de Cristo, e poderia ter cortado, mas levantava-se às 4:30 hs. cada manhã por Jesus e era capaz de escrever-lhe: Tua felicidade é o único que quero. Este é um poderoso exemplo, inclusive em termos não puramente religiosos."

* Santa da escuridão.

O jornal New York Times em editorial de 5 de setembro de 2007 assinala que Madre Teresa em uma de suas cartas afirma que se alguma vez chegarei a ser santa, seguramente o serei da escuridão. O editorial cita a jornalista e escritora Flannery O’Connor, católica, que passou por uma difícil enfermidade de natureza degenerativa, que escreveu que existem pessoas que "pensam que a fé é um grande cobertor elétrico, quando é com certeza a cruz". O artigo procura estabelecer um paralelismo entre o sofrimento dessas duas mulheres quando considera que "ambas não falaram sobre o seu próprio sofrimento e continuaram a trabalhar. "Madre Teresa, enferma de nostalgia por um sentido do divino, manteve a fé com os enfermos de Calcutá", conclui o editorial.
Michael Gerson, colunista do Washington Post, a respeito da "noite escura" de Madre Teresa, escreve que este fato interior e o contraste externo de sua alegria e sorriso não podem ser considerados como se fosse hipocrisia. Afirma que "Há uma espécie de valentia na perda da ilusão sem perder o coração" e que "a santidade tem que ver mais com obediência que com sentimentos espirituais, que a fé pode coexistir com o sofrimento e a dúvida, que a santidade pode ser mais áspera e mais difícil do que imaginamos".

* Deus caritas est

Bento XVI na sua encíclica Deus caritas est, de 25 de dezembro de 2005, "sobre o amor cristão", cita Madre Teresa como exemplo de pessoa de oração e ao mesmo tempo de fé operativa:
"A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do fato que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a operosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, essa beata escrevia aos seus colaboradores leigos: 'Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração'."

* Controvérsias e Críticas

Críticos de Madre Teresa, nominalmente Christopher Hitchens, Aroup Chatterjee e Robin Fox, argumentam que sua organização fornecia ajuda abaixo dos padrões e esta primariamente interessada em converter pessoas à beira da morte para o Catolicismo, e usou doações para atividades missionárias em outros lugares, em vez de gastar na melhoria do padrão de ajuda médica. Esses críticos representam ainda uma pequena minoria mas colocaram objeções fortes às virtudes de Madre Teresa.
A Igreja Católica nega a maioria dessas críticas. Por exemplo, a idéia que missionários gastavam dinheiro em atividades missionárias parece óbvia e Madre Teresa nunca afirmou que suas atividades eram sobre ajuda médica. Christopher Hitchens escreveu que as próprias palavras de Madre Teresa sobre pobreza provam que "suas intenções não eram de ajudar as pessoas". Hitchens vai mais fundo afirmando que Madre Teresa mentiu a doadores sobre onde suas contribuições eram usadas.
Em 1994, Hitchens publicou um artigo no The Nation entitulado "O Demônio de Calcutá". Dr. Aroup Chatterjee, o autor de "Madre Teresa: O Veredito Final" (2003), afirma que a imagem pública de Madre Teresa como ajuda dos pobres, dos doentes e dos à beira da morte é errada e exagerada; ele mantém que o número de pessoas que são servidas mesmo pela maior parte das casas não é perto do que os ocidentais são levados a acreditar. Como o Vaticano aboliu o papel tradicional de "Advogado do Diabo" que servia um propósito similar, Hitchens foi a única testemunha chamada pelo Vaticano para dar evidência contra a beatificação e processo de canonização de Madre Teresa. (Fonte:Wikipédia)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Carlos Paião - 20 anos do seu desaparecimento

Carlos Manuel de Marques Paião (Coimbra, 1 de Novembro de 1957 — Rio Maior, 26 de Agosto de 1988) foi um cantor e compositor português.
Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Lisboa. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa (1983), acabando por se dedicar exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, e no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube, com o tema O Tempo é de Guerra, que nunca chegou a gravar.
Em 1981 decide enviar algumas delas ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa. Play-Back ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce.
A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, que se realizou nesse ano em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não beliscou minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.
O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico.
Algarismos (1982) foi o seu primeiro LP, que não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão Foguete, com António Sala e Luís Arriaga. Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas em mais de 2000 representativas de 58 países.
A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha inclusive chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho, e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982), cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos de escola primária.
A 26 de Agosto de 1988, a caminho de um espectáculo em Leiria, morre num violento acidente de automóvel, na antiga estrada EN1, actual IC2. Nessa altura, estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem. (Fonte: Wikipédia)
É a sua actuação no festival Eurovisão da Canção de 1981 que o vídeo seguinte reproduz.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Terrorismo ou Guerra Biológica - Uma ameaça real

Há 49 anos, na sessão de abertura da Conferência de Pugwash, sobre a guerra química e biológica, Bertrand Russel afirma: «a guerra biológica é mais perigosa para a Humanidade do que as armas nucleares».
Numa altura em que a Humanidade receava a eclosão de uma guerra nuclear, Bertrand Russel, prémio Nobel da Literatura, político liberal activista e um dos mais influentes matemáticos e filósofos do século XX, alerta, nesta Conferência, para a perigosidade da utilização de armas químicas e biológicas, cujos efeitos poderiam ser ainda mais devastadores do que aqueles que adviriam do uso de armas nucleares.
(Fonte: Diário Popular de 25-08-1959).

Na Antiguidade e na Idade Média a guerra biológica era praticada através do uso das substâncias tóxicas originárias de organismos vivos. Os Exércitos usavam corpos em decomposição para contaminar o abastecimento de água de uma cidade sitiada, ou atiravam para dentro das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de doenças como varíola ou peste bubônica (conhecida na Idade Média como peste negra). O arremesso de corpos sobre as muralhas das cidades sitidas era realizado com o uso de catapultas, e apresentava também um impacto moral pela visão de um corpo voando sobre a muralha e espatifando-se no pátio interno da fortaleza ou cidade, além do forte odor do corpo em putrefação.

Actualmente, essas armas podem ser bactérias (ou suas toxinas), vírus e fungos fabricados em laboratórios. Durante a Guerra Fria, EUA e a ex-URSS desenvolvem pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica.
O fabrico e armazenamento de armas biológicas foram proibidos pela Convenção sobre Armas Biológicas (BWC) de 1972.
No entanto, a convenção proíbe somente o fabrico e o armazenamento, mas não o uso, destas armas.
Entretanto, o consenso entre analistas militares é de que, excepto no contexto do bioterrorismo, a guerra biológica tem uma aplicação militar bastante limitada.
Mas o terrorismo internacional está na ordem do dia.

Aspectos médicos

A literatura científica especializada menciona uma série de bactérias, fungos, ricketsias e toxinas biológicas como prováveis causas da sinistralidade de referência numa guerra com agentes biológicos.
Frequentemente mencionados são os Bacillus anthracis (Carbúnculo), a toxina botulínica, a Yersinia pestis, o rícino, a entoroxina do estafilococo ß (SEB) e a encefalite equina venezuelana (VEE).
Embora com características difrentes, estes agentes e toxinas, quando usados como armas, têm alguns traços comuns. Por exemplo, todos podem ser espalhados em partículas de aerossóis, com um tamanho de 1 a 5 μ (micron: 1 μ = 0001 mm), capaz de permanecer em suspensão no ar, consoante as condições meteorológicas, durante algumas horas.
Portanto, se essas partículas forem inaladas, penetram os bronquíolos terminais e nos alvéolos distais das vítimas.
Outros possíveis canais sensíveis a agentes biológicos são os da a via digestiva (intencional de contaminação dos alimentos e da água) e da pele. Em geral estas vias são considerados de efeitos menos importantes do que os produzidos sobre a função respiratória.
Do ponto de vista estritamente militar, a possibilidade de que estes agentes incapacitarem soldados inimigos numa alta porcentagem (efeito operacional), é um efeito mais significativo que a acção dos agentes letais.

Entre os agentes letais incluem-se o antraz, a toxina botulínica e a Francisella tularensis. Entre os agentes incapacitantes deve incluir-se o Staphylococcus ß e Coxiella burneti.

Existem basicamente três tipos de agentes biológicos:

• Bactérias:

- Bacillus anthracis.
- Yersinia pestis.
- Francisella tularensis.

• Vírus:

- Varíola.
- Encefalite eqüina venezuelana.
- Febre hemorrágica.

• Toxinas:

- Botulismo.
- Staphylococcus ß.
- Rícino.
- Micotoxinas (T2) (Myrotecium, Trichoderma, Fusarium).

Este artigo tem por objectivo divulgar uma pequena síntese de cada um desses agentes, especificando, no entanto, as informações pertinentes sobre os seus sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção e descontaminação.

Carbúnculo

Sinais e sintomas: o período de incubação dura de um a seis dias. Os sintomas são febre, mal-estar, fadiga, tosse, dor torácica seguida por uma grave insuficiência respiratória (falta de ar), diaforese (suores) e estridor laríngeo-cianose. O choque e a morte ocorrem dentro das 24-36 horas desde o aparecimento dos primeiros sintomas.
Diagnóstico: os sinais físicos não são específicos. No entanto, na radiografia de tórax, podemos ver um alargamento do mediastino. Deve fazer-se esfregaço nasal e hemocultura.
Tratamento: Embora habitualmente não efectiva após os sintomas estarem presentes, é utilizada a penicilina, a ciprofloxacina, a doxiciclina.
Profilaxia: Vacinação. Mas essa vacina tem muitos efeitos colaterais e contra-indicações. Em caso de confronto com a iminente exposição ou exposições conhecidas, pode ser utilizada a ciprofloxacina oral.
Descontaminação: Deve ter-se muito cuidado com as secreções. O instrumental e a área contaminada deverão ser cuidadosamente desinfectados com um agente esporicida (iodo ou cloro).

Cólera

Sinais e sintomas: o período de incubação é de um a cinco dias. Esta doença pode ser assintomática ou ter um arranque rápido com sintomas graves. O quadro é de vómitos, distensão abdominal com dor, febre, seguidos rapidamente por diarrreia. A perda de fluidos pode variar entre 5 e 10 litros por dia. Sem tratamento, a morte é causada por desidratação grave, choque e hipovolémia.
Diagnóstico: é clínico. Diarreia aquosa e desidratação. O exame microscópico de amostras de fezes pode revelar células sanguíneas vermelhas e brancas. O agente pode ser identificado nas fezes.
Tratamento: reposição de fluidos e eletrólitos. Antibióticos (tetraciclina, ampicilina ou sulfametoxazol e trimetoprim) podem reduzir a duração da diarréia.
Profilaxia: Vacinação. Revacinação aos trinta e sete dias. Necessidade de revacinação a cada seis meses.
Descontaminação: o contato pessoal normalmente não causa infecção, mas devem ser tomadas precauções com o tratamento dos dejectos e a mais cuidadosa higiene das mãos. Hipoclorito de sódio (lixívia) fornece soluções adequadas à descontaminação.

Peste (YersiMia Peste)

No homem, aparece sob três formas: a pneumónica, a bubónica e septicémica.
Sinais e sintomas:
Pneumónica: o período de incubação dura de dois a três dias. Hipertemia, dor de cabeça, calafrios, toxémia e hemoptise. Aparece rapidamente dispnéia, cianose e estridor laríngeo. A morte é causada por insuficiência respiratória, colapso circulatório e hemorragia tendências.
Peste negra: o período de incubação dura de dois a dez dias. Apresenta-se com febre alta, dor muscular e gânglios linfáticos palpáveis (Buba), pode evoluir para a forma de septicémica, com infiltração do sistema nervoso central, pulmões e outros órgãos.
Diagnóstico: é eminentemente clínico.
Tratamento: Administração imediata de antibióticos é muito eficaz. A droga é, por excelência, a estreptomicina. Terapêutica de suporte de vida é necessário para as formas pneumónica e septicémica.
Profilaxia: Vacinação. Porém a vacina não imuniza contra a exposição a partículas dispersas por aerosol.
Descontaminação e de isolamento: devem ser tomadas precauções relativamente às lesões bubónicas, em termos de secreções. É indispensável o estrito isolamento dos pacientes com forma pneumónica.

Febre Q

Sinais e sintomas: febre, tosse e lesão pleural. O período de incubação começa a partir do momento da infecção até dez dias.
Diagnóstico: febre Q não têm uma entidade clínica distinta e pode simular uma simples doença viral ou de uma pneumonia atípica. O diagnóstico é confirmado por análises serológicas.
Tratamento: febre Q é uma doença geralmente auto-limitada, mesmo sem tratamento. As drogas de escolha são as tetraciclinas.
Descontaminação: água e sabão ou solução de hipoclorito de sódio a 0,5% (lixívia).

Varíola

Sinais e sintomas: início de forma aguda com mal-estar, febre, calafrios, vómitos, dores de cabeça e dorsalgias. Dois ou três dias depois que aparecem lesões cutâneas, que vão progredindo rapidamente a partir de máculas, e, eventualmente, bolhas e pústulas. Estas lesões são mais abundantes nos membros e face.
Diagnóstico: é clínico.
Tratamento: não existe hoje. É apenas sintomático.
Profilaxia: devem ser vacinadas ou revacinação imediato a todas as pessoas expostas. Vacina (uma dose escarificação, revacinação a três anos).
Isolamento: isolamento rigoroso de quinze a dezassete dias após a exposição, para todos os contatos. Os doentes devem ser considerados infecciosos, até que todas as crostas desapareçam.

Encefalite equina venezuelana

Sinais e sintomas: o seu início é nítido, com mal-estar, picos febre, arrepios, cefaleias, mialgias e fotofobia. Náuseas, vómitos, tosse, dor de garganta e diarréia. A total recuperação geralmente ocorre entre uma a duas semanas.
Diagnóstico: é clínico. Os achados clínicos geralmente não são específicos. O número de glóbulos brancos, muitas vezes demonstra leucopenia e linfocitopenia. O isolamento do vírus pode ser feita a partir do sangue e de esfregaço da faringe.
Tratamento: é sintomático.
Profilaxia: vírus da vacina atenuada.
Descontaminação: devem ser tomadas precauções em matéria de contacto com o sangue e secreções. Os casos humanos são infectados pelo picada do mosquito. O vírus é destruído pelo calor e com desinfectantes comuns.

Vírus da febre hemorrágica

Estes distúrbios aparecem em diferentes grupos de doenças humanas, e este é devido à presença de vírus de diferentes famílias: o Filoviridae (Ébola, Marburg), avenaviridae (Lassa febre, febre hemorrágica boliviana e Argentina), buoryaviridae (hanta, congo, Crimeia, Nair, Rift Valley), o Flaviviridae (febre amarela, dengue).
Sinais e sintomas: febre é uma doença que é complicada por sangramento fácil, petéquias, hipotensão e choque, inchaço da face e pulmões. O doente infectado também pode apresentar mal-estar, mialgia, dor de cabeça, vómito e diarreia.
Diagnóstico: é feito por técnicas específicas laboratoriais de virologia.
Tratamento: A terapia antiviral com a ribavirina, em alguns casos, é frequentemente útil. O plasma de convalescentes é eficaz em casos de febre hemorrágica argentina.
Medicina preventiva: a única vacina conhecida é a que se aplica contra a febre amarela.
Descontaminação: a descontaminação deve ser feita com hipoclorito. É necessário indicar medidas de isolamento.

Toxina botulínica

Os sinais e sintomas aparecem através de uma fraqueza generalizada, boca seca, certa rigidez da mandíbula, visão turva, diplopia, disartria, disfonia e disfagia, seguido pelo simétrico flácida e insuficiência respiratória. Os sintomas começam em 24-36 horas, mas a infecção, causada por inalação, podem ocorrer vários dias depois.
Diagnóstico: é clínico.
Tratamento: intubação e ventilação para a insuficiência respiratória. Traqueostomia pode ser necessária. A administração da antitoxina botulínica é capaz de prevenir a insuficiência respiratória.
Descontaminação: hipoclorito (0,5% para 10-15 minutos) e/ou água e sabão.

A presença de enterotoxinas ß

Os sinais e sintomas após três a doze horas após a exposição ao spray, os sintomas começam a manifestar-se rapidamente com febre, calafrios, dores de cabeça, mialgia e tosse não produtiva. Alguns pacientes desenvolvem muitas vezes dor retroesternal (dor no peito) e respiração superficial. A febre pode terminar em dois a cinco dias mas a tosse pode persistir ao longo de quatro semanas. Alguns doentes têm, muitas vezes, náuseas, vómitos e diarreia (se ingeriram a toxina). Altos níveis de exposição pode levar a choque séptico e morte.
Diagnóstico: é clínico.
Tratamento: apenas terapêuticas de sustentação da vida. Pode exigir ventilação artificial, em casos graves. Deve ser dada atenção à gestão dos líquidos.
Profilaxia: Não existe vacina.
Descontaminação: hipoclorito (0,5% para 10-15 minutos) e / ou água e sabão. Devem destruir-se todos os alimentos que possam ter sido contaminados. Uso de máscara protectora pelos que têm contacto com os doentes.

Rícino

Sinais e sintomas: o doente apresenta mau estado geral, tosse e hipertermia. Isso ocorre cerca de 36 horas após a exposição ao spray, e segue, nas seguintes doze horas, com hipotensão e colapso cardiovascular.
Diagnóstico: clínico, laboratorial é inespecífica, excepto para o método Elisa.
Tratamento: Não existe nenhuma antitoxina. Se a toxina é ingerida, deverão ser utilizados métodos de descontaminação gástrica.
Profilaxia: não existe vacina. Usar máscara.
Descontaminação: a pele deve ser descontaminada com soluções hipoclorito fraco, ou usar água e sabão.

domingo, 24 de agosto de 2008

Os Bichos da Fazenda - Quim Barreiros

Música "pimba" para um domingo alegre ou mais uma originalidade da língua portuguesa. Como diz o povo "tristezas não pagam dívidas" e por vezes até sabe bem fugir das rotinas. Divirtam-se.