É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre, O canto e as armas
Manuel Alegre de Melo Duarte (Águeda, 12 de Maio de 1936) é um poeta e político português.
Foi opositor do regime salazarista e esteve exilado na Argélia durante o período Estado Novo. É membro destacado do Partido Socialista Português, partido do qual foi fundador e Vice-Presidente e pelo qual é deputado na Assembleia da República.
Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Desde muito cedo demonstrou os seu ideais políticos. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Paralelamente à carreira política, produziu larga obra literária que lhe conferiu notoriedade tanto nos meios académicos, como nos meios populares. Destaca-se sobretudo a sua obra poética.
Recebeu numerosos prémios literários, sendo de destacar o Prémio Pessoa em 1999.
Também recebeu o primeiro prémio do Festival RTP da Canção, com seu poema "Uma Flor de Verde Pinho", musicada por José Niza e cantada por Carlos do Carmo.
Foi Secretário de Estado da Comunicação Social e Porta Voz do 1.º Governo Constitucional. Concorreu em 2004 às eleições internas para Secretário-Geral do PS, tendo perdido para José Sócrates.
Em Setembro de 2005 anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República realizadas em 22 de Janeiro de 2006. Alegre obteve 20,72% dos votos, não conseguindo evitar a vitória à primeira volta de Cavaco Silva, mas conseguindo um resultado superior ao de Mário Soares, candidato oficial do Partido Socialista.
Após as eleições, formou um movimento cívico, denominado Movimento de Intervenção e Cidadania.
Foi opositor do regime salazarista e esteve exilado na Argélia durante o período Estado Novo. É membro destacado do Partido Socialista Português, partido do qual foi fundador e Vice-Presidente e pelo qual é deputado na Assembleia da República.
Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Desde muito cedo demonstrou os seu ideais políticos. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Paralelamente à carreira política, produziu larga obra literária que lhe conferiu notoriedade tanto nos meios académicos, como nos meios populares. Destaca-se sobretudo a sua obra poética.
Recebeu numerosos prémios literários, sendo de destacar o Prémio Pessoa em 1999.
Também recebeu o primeiro prémio do Festival RTP da Canção, com seu poema "Uma Flor de Verde Pinho", musicada por José Niza e cantada por Carlos do Carmo.
Foi Secretário de Estado da Comunicação Social e Porta Voz do 1.º Governo Constitucional. Concorreu em 2004 às eleições internas para Secretário-Geral do PS, tendo perdido para José Sócrates.
Em Setembro de 2005 anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República realizadas em 22 de Janeiro de 2006. Alegre obteve 20,72% dos votos, não conseguindo evitar a vitória à primeira volta de Cavaco Silva, mas conseguindo um resultado superior ao de Mário Soares, candidato oficial do Partido Socialista.
Após as eleições, formou um movimento cívico, denominado Movimento de Intervenção e Cidadania.
Parabéns, Jorge, pelo HINO, do Manuel Alegre, de quem, por coincidência, tinha admitido incluir um Poema.
ResponderEliminarRealmente é um hino à plena liberdade em todos os sentidos. Excelente escolha, parabéns!
ResponderEliminarUm abraço.
Grato pela visita. Volte sim! Vamos aproximar as idéias... Abs!
ResponderEliminarOlá Jorge! Somos realmente muito ligados (brasileiros e portugueses) principalmente pela literatura, afinal desde cedo nas escolas temos contato com vários autores portugueses e me diga, quem conhecendo por exemplo Fernando Pessoa não se apaixona por tal literatura?
ResponderEliminarMuito bom conhecer um político poeta, em tempos como os nossos a atividade política em nada lembra poesia. Inclusive a princípio ia falar sobre um político poeta brasileiro chamado Áureo Mello, após observar um pouco mais sua biografia desisti. Espero que também não me desanime com Manuel Alegre. Bela postagem.
Té mais!
Bélissima escolha.
ResponderEliminarGrata por sua participação com essa poesia que nos lembra que quase tudo é possível, basta nos dedicarmos a isos, não é mesmo?
Abraços meus e uma linda semana para sua alma...
Olá, Jorge!
ResponderEliminarSou "caloura" em blogagens coletivas. Que bom que gostou de "Gente" (precisamos de mais pessoas que gostem de gente, hoje em dia...)
Não sabia muito bem o que escrever, além do poema. Atualizei meu post falando um pouquinho mais sobre a Gláucia e colocando um link para um poema que fiz para ela.
Obrigada pela visita e pelo comentário. Volte sempre que quiser. Será bem-vindo!
O seu post sobre Manuel Alegre que, confesso, não conhecia, está maravilhoso! Parabéns :-)
Hino de fazer inveja a qualquer porta!
ResponderEliminarPsarabéns Jorge pela escolha!
Forte abraço
Muito bonito!
ResponderEliminarManuel Alegre é um homem que admiro como poeta, homem e político.
Parabéns pela escolha.
Abraço
Sempre muito bom participar dessas brilhantes iniciativas, nos a leva a conhecer pessoas como você.
ResponderEliminarParabéns pela escolha, o Hino realmente é um tributo a liberdade, sentimento mais privo em minha vida.
O autor deve ser muito conhecido nessa Terra maravilhosa que eu amo.
Estarei de volta sempre, e peço-lhe permissão para linka-lo lá em casa.
Apareça quando quizer as portas de minha casa ficam sempre abertas, afinal lá é uma autentica casa de vovó!
beijos!
Rosane!
Olá, Jorge,
ResponderEliminarPrimeiramente, obrigada pela visita.
Você me apresentou a um lindo poema escrito por um poeta de nome bonito: Manuel Alegre. Eu não o conhecia.
Volte sempre!
Abraços,
“É possível o amor. É possível o pão.
ResponderEliminarÉ possível viver de pé.”
Muito importante a sua escolha com esse poema que diz muito sobre a liberdade.
“É possível ser livre livre livre”.
Parabéns.
Bj
Vivendo e aprendendo, meu nobre amigo.
ResponderEliminarNão sou um total ignorante em poesia e literatura portuguesa, mas dentro das minhas limitações jamais ouvira falar em Manuel Alegre.
Recitemos então o hino à liberdade sempre que ela nos for cerceada.
Grande abraço e receba os meus parabéns!
Nossa é muito bonito mesmo! Vou ler mais poesias do poeta!
ResponderEliminarabraços
"É possível viver de outro modo. É
ResponderEliminarpossível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão."
Principalmente este trecho me tocou muito fundo.
O autor me faz lembrar de um ator conhecido aqui no Brasil, mas que está um pouco sumido da televisão. Infelizmente, não me lembrei do nome do ator. A imagem dele está nítida, mas o nome não surge de jeito nenhum. Opa, lembrei de uma novela dele: Meu rico português. Jonas Mello.
Bom, obrigado pela presença, Jorge! Já deixei o link do seu blog lá em casa. Assim facilita o retorno.
Abraços!
Muito bom este hino. Quantos homens desejam ser livres por muitas razoes.
ResponderEliminarBela escolha a sua e a do Gaspar;rs.
Abracos
Obrigado a todos os que comentaram, com tantas palavras de afecto, esta postagem.
ResponderEliminarEspero continuar a colaborar com tão agradável grupo.
Abraços
Navegar é preciso, liberdade também é preciso...Ditadura nunca mais! Parabéns pela escolha. Obrigado pela visita e volte sempre! Com sua licença, vou linkar o .blog.
ResponderEliminarJorge, que linda postagem!
ResponderEliminarO fato de você e o Gaspar postarem
Manuel Alegre, só reforça a beleza
de seus poemas. Adorei saber um pouco deste homem tão especial.
Muito obrigada!
Um beijo. lili
Oi Jorge!
ResponderEliminarLindo escrito, não conhecia. Obrigada por dividir e também pelo comentário que me deixastes.
Voltarei, com certeza.
Um abraço e boa semana!
Lindo! Vou levar lá pra casa com os devidos créditos.
ResponderEliminarObrigada pela visita, volta qundo quiseres.
Um abraço.
Olá Jorge, mais um poeta nesta coletiva que eu não conhecia. Obrigada pela apresentação. Belo post.
ResponderEliminarConfesso que desconhecia o poeta.
ResponderEliminarPoesia belissima.
Parabens pelo post.
Abracos
Essa blogagem coletiva me deixou tão feliz! Pintou com infinitas cores os meus dias em que leio cada vez coisas mais lindas.
ResponderEliminarBela escolha, parabéns pelo blog!
Bjosss
Jorge, não conhecia Manuel Alegre, mas gostei muito e vou pesquisar mais sobre ele... Bju.
ResponderEliminarObs: tendei seguir seu blog, mas nao funcionou, volto mais tarde para tentar ;)
Bela participação ! Um verdadeiro grito à liberdade... essa que todo brasileiro pensa ter mas que ainda não a tem de fato !
ResponderEliminarUm abraço,
Lys